
O mundo teve o 3º julho mais quente da história, com temperaturas atingindo média 1,25°C acima da era pré-industrial (1850-1900), aponta o serviço climático Copernicus da União Europeia. É um “respiro” depois de dois anos com recordes para o mês, mas isso não significa que a crise climática tenha “aliviado”. Pelo contrário, o planeta seguiu sofrendo com outras marcas do desbalanceamento do clima, como secas, incêndios florestais e tempestades.
Apesar da leve redução na temperatura global, alguns países vivenciaram o julho mais quente em pelo menos meio século, como China, Japão, Tajiquistão, Butão e Malásia, afirma o RFI.
Chuvas intensas provocaram inundações no Paquistão e no norte da China, enquanto Canadá, Escócia e Grécia enfrentaram incêndios e vários países da Ásia e da Escandinávia registraram temperaturas recordes em julho. Já na América do Sul, o mês foi marcado por temperaturas abaixo da média, com seca na região subtropical, completam a Carta Capital e Um Só Planeta.
A Folha destaca que a extensão de gelo marinho do Ártico ficou 10% abaixo da média, sendo o segundo índice mais baixo em 47 anos. Na Antártica, a área ocupada pelo gelo marinho ficou 8% abaixo da média, a 3ª maior baixa já registrada para o mês.
“A menos que estabilizemos rapidamente as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, devemos esperar não apenas novos recordes de temperatura, mas também um agravamento desses impactos – e precisamos nos preparar para isso”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudança Climática do Copernicus.
SwissInfo, Deutsche Welle, Euronews, Earth.org e Financial Times também falaram sobre os dados do Copernicus para julho.



