
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a destruição ou inutilização de mais de 500 dragas do garimpo ilegal no rio Madeira. Os órgãos de meio ambiente e segurança têm até 10 dias para cumprir a medida no trecho entre Calama (RO) e Novo Aripuanã (AM).
A recomendação veio do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. Segundo o g1, a recomendação foi direcionada a órgãos federais, como IBAMA, ICMBio e a Polícia Federal, e estaduais, como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM), além das Forças Armadas.
Dragas são balsas equipadas com maquinário pesado para retirar sedimentos do leito do rio e extrair minerais. O Greenpeace revelou a operação ilegal de aproximadamente 130 delas em fevereiro deste ano.
Além de destruir o maquinário, os órgãos envolvidos têm até 15 dias para apresentar um plano emergencial de ampliação da presença do Estado na sub-bacia do rio Madeira para intensificação da fiscalização, criação de bases fixas e integração entre instituições estaduais e federais. Segundo André Luiz Porreca, o garimpo ilegal amplia conflitos territoriais, contamina a água, favorece o crime organizado e a violência sobre comunidades indígenas e ribeirinhas.
Amazonas Atual e AC 24 horas também repercutiram a notícia.
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Em tempo 1: A área ocupada pela mineração no Brasil cresceu 58% na última década, sendo dois terços dessa expansão apenas na Amazônia, mostra novo levantamento do MapBiomas. Dois cenários explicam o avanço: a crise nos preços internacionais das commodities e o esgotamento e escândalos criminosos nas regiões "tradicionais", como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O Brasil de Fato detalha a história.
Em tempo 2: A rentabilidade do crime organizado é maior com extração e produção de ouro ilegal do que com tráfico de cocaína, revelou estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública detalhado no UOL. O combate ao tráfico é diário na fronteira amazônica e é feito pelas polícias Militar, Civil e Federal. Já contra o garimpo ilegal acontece apenas em Japurá e Humaitá, ambos no Amazonas, e somente pela Polícia Federal.



