Julho teve a menor área queimada no Brasil em sete anos, mostra MapBiomas

Análise também aponta para concentração de desmate no Cerrado, que responde pela metade de toda área queimada no país em 2025.
22 de agosto de 2025
julho área queimada brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Julho de 2025 registrou a menor área queimada no Brasil em pelo menos sete anos, quando se iniciou a medição do Monitor do Fogo do MapBiomas. Foram 748 mil hectares queimados, 40% a menos do que o mesmo período em 2024. Mesmo com a redução registrada, o Cerrado segue como o bioma mais vulnerável ao fogo, representando 76% do total da área queimada no mês passado e metade de toda área queimada no país em 2025.

De acordo com o MapBiomas, cerca de 571 mil hectares foram queimados no Cerrado em julho, o maior índice entre os biomas brasileiros. A Amazônia registrou a queima de 143 mil ha, seguida por Mata Atlântica (24,4 mil ha), Caatinga (6,8 mil ha), Pantanal (1.272 ha) e Pampa (1.277 ha).

Cerca de 76% da área queimada em julho ocorreu em vegetação nativa, sendo a maior parte de formações savânicas (36%). Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens foram responsáveis por 14% do total queimado no período.

Tocantins foi o estado com maior área queimada, 203 mil hectares, seguido de Mato Grosso, 126 mil hectares e Maranhão, 121 mil hectares. No acumulado de 2025, cerca de 2,45 milhões de hectares foram queimados, uma redução de 59% em relação à 2024, contam Agência Brasil, O Globo e g1.

Segundo a coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, o início da estação seca para o Cerrado é o período mais crítico, marcado pelo acúmulo de material combustível seco e pelo maior risco de grandes incêndios. “É justamente nesse momento que a prevenção deve ser intensificada, já que as principais fontes de ignição têm origem humana”, afirmou.

Sobre a redução da área queimada em julho, Arruda pontuou que ainda é cedo para afirmar o que pode ter causado isso – e se essa queda representa uma mudança. “Essa redução pode estar associada a diferentes fatores. Entre eles, o retorno das chuvas em algumas regiões, como na Amazônia, a intensificação da fiscalização em áreas críticas, e até uma postura mais cautelosa do uso do fogo após os prejuízos dos anos anteriores”, destacou a especialista no UOL.

Band, CartaCapital, Exame, Pará Terra Boa e Um Só Planeta também repercutiram os números de julho do Monitor do Fogo.

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