
A sede da COP32, em 2027, já está decidida. A Etiópia havia lançado sua candidatura em setembro, competindo com a Nigéria. O Bureau dos Países Africanos resolveu apoiar o país como anfitrião, anunciou o embaixador da Etiópia no Brasil, Leulseged Tadese Abebe, na 3ª-feira (11/11).
Foi uma disputa muito mais simples do que a batalha travada entre Austrália e Turquia há mais de um ano para sediar a COP31 em 2026. O país da Oceania divide sua candidatura com as Ilhas do Pacífico, que estão entre as mais vulneráveis às mudanças climáticas, contam Reuters e UOL.
Austrália e Turquia chegaram a conversar sobre copresidir o evento, mas não houve acordo até o início da COP30. De acordo com o Estadão, o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), foi o escolhido para intermediar o impasse. Lyrio foi embaixador do Brasil na Austrália.
Os países devem chegar a um acordo até o final da conferência do clima deste ano. Caso isso não aconteça, o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que a COP31 será realizada em Bonn, na Alemanha, onde fica a sede da Convenção do Clima (UNFCCC), informa a Folha.
As conferências do clima são organizadas entre cinco blocos regionais, que devem escolher por consenso o país anfitrião. Os países anfitriões assumem a responsabilidade de definir as metas do evento e podem destacar suas próprias questões climáticas, além de desempenhar papel importante em qualquer conflito que venha a ocorrer durante as negociações.
Um embaixador do Azerbaijão disse que, no caso do impasse entre Austrália e Turquia, “há mais sensibilidade geopolítica do que parece” e que “não se trata mais apenas de uma competição”. Nem o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, nem o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, compareceram à cúpula de líderes da COP30.



