
Em 2024, o mercado mundial de energias renováveis chegou a 16,6 milhões de empregos diretos e indiretos, mantendo uma trajetória consistente de crescimento, segundo um novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).
No mundo, a energia solar foi a que mais criou postos de emprego, com cerca de 7,2 milhões, seguida do biocombustível, com 2,6 milhões, da energia hidráulica, com 2,3 milhões, da eólica, com 1,9 milhões e da biomassa, com 734 mil. No mercado brasileiro, a energia solar e a bioenergia se destacaram, levando o país a ocupar a terceira posição no ranking global, com 1,3 milhão de vagas de emprego no segmento, informam Canal Energia e Portal Solar.
Além de ter sido o terceiro país a abrir mais postos de emprego no setor fotovoltaico, o Brasil instalou, em 2024, cerca de 15,2 gigawatts de nova capacidade, um recorde histórico. Quase dois terços do volume estão concentrados na geração distribuída e, de acordo com a Irena, metade das novas instalações ocorreu no segmento residencial, o mais intensivo em mão de obra.
O país ainda depende fortemente de importações de equipamentos para o setor. Em 2024, o Brasil importou o equivalente a 22,3 gigawatts em módulos solares, valor 25% superior ao de 2023. Como medida para estimular a indústria local, o governo passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre módulos importados. Atualmente, são 153 fabricantes nacionais de kits fotovoltaicos e apenas sete produzem módulos, além de sete fabricantes de inversores e 18 de trackers.
Já a bioenergia é o maior empregador do país no segmento, o que também coloca o Brasil em segundo lugar no ranking mundial, perdendo apenas para a China. O país asiático não só é o maior implantador de capacidade de geração renovável no mundo, mas também é líder na fabricação de equipamentos, destaca o PV Magazine. Em 2024, a China foi responsável pela criação de 7,3 milhões de empregos em energias renováveis, 44% do total mundial, ressalta o Megawhat.
“Os governos devem colocar as pessoas no centro de seus objetivos energéticos e climáticos por meio de políticas comerciais e industriais que impulsionem investimentos, desenvolvam capacidade nacional e formem mão de obra qualificada ao longo da cadeia de suprimentos”, comentou o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera.
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Em tempo 1: Poucos meses antes de leilões de energia que devem movimentar mais de R$ 130 bilhões, empresas de geração, transmissão e armazenamento de energia estão se movimentando em parcerias e investimentos bilionários para garantir espaço nos certames, conta o Valor. A rodada inclui dois leilões de segurança energética (Reserva de Capacidade - LRCap), que marcam a recontratação de térmicas e o aumento de capacidade de hidrelétricas; o primeiro certame federal de baterias, que inaugura uma fase inédita no setor elétrico; e dois leilões de transmissão.
Em tempo 2: O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) pediu nesta 5ª feira (15/1) que a corte avalie o contrato entre o governo federal e a usina Jorge Lacerda, de propriedade de Pedro Grünauer Kassab, sobrinho de Gilberto Kassab, o presidente do PSD. O contrato foi firmado a um preço 62% acima da média de outras usinas a carvão. Kassab é aliado político do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.No documento, o subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, também chama atenção para o fato da área técnica ter pedido que os dados da Diamante fossem verificados por uma empresa independente, "já que, inacreditavelmente, não tinha expertise para tanto", e ter acabado aceitando os dados sem verificações precisas. A Folha traz mais informações.



