
A Polícia Federal e a FUNAI realizaram na 6ª feira (16/1) uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Kayapó, em Redenção, no sudeste do Pará. A atividade integra uma ação permanente de combate ao garimpo ilegal em TIs na região, informa a CNN Brasil.
Os agentes da PF destruíram uma escavadeira hidráulica, uma balsa, motores estacionários, acampamentos usados pelos garimpeiros e motocicletas. Os equipamentos eram utilizados na extração de ouro ilegal no leito e nas margens do Rio Branco, um dos principais cursos d’água que cortam a região, detalha o Diário do Estado.
Segundo a PF, foram identificados indícios de propriedade dos maquinários inutilizados. Além disso, aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica. Os responsáveis responderão por crimes de usurpação de bens da União, crimes ambientais e associação criminosa.
A operação também foi noticiada por Rádio Itatiaia, Revista Cenarium e g1.
Em tempo: Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) mostram que, entre março de 2024 e janeiro de 2026, houve uma redução de 99% do garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Yanomami. O CENSIPAM monitora a região por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência. Nesse período, o governo federal realizou 9 mil operações na TI, causando à estrutura econômica da atividade um prejuízo estimado em mais de R$ 642 milhões. Foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e 762 acampamentos, além da apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos utilizados na atividade garimpeira. No período de maior pressão, em 2024, o garimpo ilegal chegou a ocupar 4.570 hectares da TI. Ao final de 2025, a área de garimpo ativo havia sido reduzida para 56,13 hectares. Correio Braziliense e Carta Capital dão mais detalhes.



