
Se fosse um país, a Saudi Aramco seria o quinto maior emissor de carbono do mundo, responsável por 1,7 bilhão de toneladas de CO2 em 2024. Ela integra o seleto e apocalíptico grupo das 32 empresas de combustíveis fósseis responsáveis por metade das emissões globais de dióxido de carbono que impulsionaram a crise climática em 2024.
Os dados são do novo estudo da organização britânica InfluenceMap, que mantém, desde 2013, o banco de dados Carbon Majors. O relatório deste ano traz insights sobre o perfil dos principais poluidores globais: em relação à análise anterior, o número de empresas caiu de 36 para 32.
Quanto às produtoras estatais, as de países como Arábia Saudita, Rússia, China, Irã, Emirados Árabes e Índia representam 17 das 20 maiores poluidoras, o que ressalta as barreiras políticas ao combate às mudanças climáticas, comenta o Guardian. Entre as empresas de capital aberto, a líder em emissões foi a ExxonMobil, que gerou 610 milhões de toneladas de CO2, valor superior ao da Coreia do Sul.
“Esta análise recente reforça uma dura realidade: um grupo poderoso e concentrado de empresas de combustíveis fósseis não só domina as emissões globais, como também sabota ativamente as ações climáticas e enfraquece a ambição dos governos”, afirmou Tzeporah Berman, da Iniciativa do Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis (FNPTI).
Desde a queda forçada das emissões causadas pela COVID-19, a queima contínua de combustíveis fósseis tem atingido níveis recorde a cada ano. Ainda segundo os dados do Carbon Majors, as emissões de carbono das maiores empresas fósseis do mundo estão diretamente vinculadas a dezenas de ondas de calor mortais.
Essas atividades também provocaram perdas de trilhões de dólares relacionadas ao calor extremo – cenários que não seriam possíveis sem o aumento da temperatura global, destacam Carbon Pulse e El País.
Edie, Business Green, Blog do Pedlowski e Executive Digest também noticiaram sobre as emissões vinculadas às 32 empresas de combustíveis fósseis.



