BNDES seleciona fundos para investir até R$ 4,3 bi na agenda climática

Banco escolhe cinco fundos de equitye dois de crédito, organizados nas verticais Transformação Ecológica e Soluções Baseadas na Natureza.
26 de janeiro de 2026
bndes fundos agenda climática
Tomaz Silva/Agência Brasil

O BNDES anunciou na 2ª feira (26/1) a seleção de sete fundos de investimento na Chamada Pública de Mitigação Climática, destinada a financiar projetos de transição ecológica, de restauração ambiental e de descarbonização da economia. Nada para a adaptação ao clima em mudança. Lançada em setembro de 2025, a chamada recebeu 45 propostas de gestores nacionais e internacionais.

Os fundos selecionados receberão até R$ 4,3 bilhões da BNDESPar, braço de participação do banco em empresas. Com isso, o banco espera que os fundos mobilizem cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais em recursos privados, “ampliando significativamente o volume de investimentos direcionados à agenda climática no Brasil”, destaca a Agência BNDES de Notícias.

A lista inclui projetos voltados à restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, lista o Valor. Há também iniciativas de descarbonização industrial, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde e tecnologias para a redução de emissões.

Dos fundos contemplados pelo BNDES, cinco são de equity – que compram participações societárias em empresas não listadas em bolsas de valores – e dois são de crédito, detalha a Folha. Eles estão organizados em duas verticais principais: Transformação Ecológica e Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Os fundos de Transformação Ecológica focam em setores estratégicos como indústria de baixo carbono, incluindo aço e cimento verdes, minerais críticos, hidrogênio e biomassa, além de resíduos e economia circular, sistemas alimentares sustentáveis, energia renovável, eletrificação, digitalização e armazenamento de energia.

Já os fundos de SbN priorizam a recuperação de áreas degradadas por meio da restauração de florestas nativas no Arco da Restauração, na Amazônia, bem como nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Também incluem projetos de restauração produtiva com sistemas agroflorestais e silvicultura sustentável integrada à lavoura, à pecuária e à floresta.

Brasil 247, R7 e Tribuna do Agreste também noticiaram a seleção do BNDES.

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