
O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou, em caráter de urgência, que a Agência Nacional de Mineração (ANM) investigue o vazamento de água e sedimentos ocorrido na Mina de Fábrica, da Vale, a menos de 10 km de Congonhas (MG). O volume escoado do dique, que se rompeu no domingo (25/1) – dia em que o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completou sete anos (ainda sem responsabilizações) -, ultrapassou 220 mil metros cúbicos, o equivalente a cerca de 88 piscinas olímpicas cheias.
A água chegou a cerca de 1,5 m de altura, interrompendo a captação de água e paralisando as operações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que possui uma represa nas proximidades, informa o Metrópoles. Cerca de 200 trabalhadores estavam no local e foram retirados com segurança.
O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), afirmou que o extravasamento deve provocar um impacto ambiental significativo no município, informam g1 e CBN. “Não é uma barragem de rejeitos, mas uma estrutura de contenção que, ao extravasar, acabou não levando apenas o material que estava dentro dela, e sim tudo o que havia à frente. A água foi carregando todo o material que encontrou pelo caminho”, detalhou.
As determinações do MME incluem avaliação técnica imediata para possível suspensão das operações da unidade; acionamento de órgãos ambientais, Defesa Civil e esferas federal, estadual e municipal; adoção de medidas para apurar a responsabilidade da Vale; reparação de danos ambientais e materiais; e aprimoramento de normas para garantir respostas administrativas mais céleres em eventos futuros, lista o Estado de Minas.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também determinou a abertura de um processo para apurar o motivo do rompimento. A ação poderá envolver o Ministério Público e órgãos estaduais, informa a Rádio Itatiaia.


