
A a desembargadora federal Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), concedeu liberdade ao sojeiro Debs Antônio Rosa, condenado em maio de 2025 pelo assassinato de um sem-terra e por suspeita de grilagem de terras públicas. A decisão beneficia outros seis investigados no esquema, que causou prejuízo de mais de R$ 600 milhões.
O argumento utilizado pela defesa do sojeiro foi o excesso de prazo da prisão preventiva – os investigados estavam presos há sete meses. O inquérito da Polícia Federal foi concluído e a denúncia foi recebida em dezembro, mas, segundo a Repórter Brasil, ainda faltam atos como audiência de instrução, interrogatórios e alegações finais.
Debs foi preso em 21 de maio do ano passado com outros 38 integrantes de uma quadrilha que fraudava processos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e falsificava escrituras para se apossar de terras da União. Primeiro, o grupo produzia registros e processos administrativos; depois as propriedades fantasmas eram vendidas a terceiros, usadas como garantia em empréstimos bancários ou registradas para valorização, detalha o Roma News.
Segundo a PF, o esquema, que envolvia corrupção de servidores e conluio com ao menos cinco cartórios, teria feito o grupo acumular patrimônio superior a R$ 1 bilhão.
Debs não está envolvido somente em grilagem. Em agosto de 2024, o sojeiro foi condenado como mandante do assassinato de José Nunes da Cruz e Silva, conhecido como Zé da Lapada, em outubro de 2015, em Anapu, sudoeste do Pará, lembra a Repórter Brasil. Naquele ano, outros seis trabalhadores rurais foram mortos na área, conta o Metrópoles. Seu pai, Onésio José Dias Rosa, também foi acusado de matar o trabalhador rural sem-terra Cosmo Pinheiro de Castro, em Anapu, de acordo com a Repórter Brasil.
Antes de ser preso em 2025, Debs foi presença fácil em diversos eventos ligados ao agronegócio.



