Temporada Fogo 2025

Em 2025, o número de focos de fogo e áreas queimadas ficou abaixo do esperado. 
queimadas Amazônia
Marizilda Cruppe / Greenpeace

Como foi a Temporada de Fogo em 2025?

Em 2025, o número de focos de fogo e áreas queimadas ficou abaixo do esperado. 

Isso está relacionado à continuidade das chuvas em partes da Amazônia, ao solo mais úmido no Cerrado e Pantanal, e até a uma menor incidência de atividade humana. Além disso, há uma maior presença do Estado e fiscalização nos territórios.

O país registrouqueda de 46,36% no número de focos de incêndios e de 65,8% nas áreas queimadas no território nacional em comparação ao primeiro semestre de 2024. 

Esta diminuição também reflete as condições climáticas menos severas observadas ao longo do ano. Os dados são do sistema BDQueimadas, do Inpe e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A tendência de queda dos focos de calor foi observada em cinco biomas brasileiros (exceto na Caatinga), em relação ao mesmo período de 2024, conforme os dados abaixo:

  • Amazônia: queda de 80,9% dos focos de calor e 89,9% na área queimada.
  • Pantanal: queda de 96,8% dos focos de calor e 99,2% na área queimada.
  • Mata Atlântica: queda de 19,3% dos focos de calor e 76,4% na área queimada.
  • Cerrado: queda de 28,9% dos focos de calor e 28,1% na área queimada.
  • Pampa: queda de 15,9% dos focos de calor e 12,8% na área queimada.
  • Caatinga: aumento de 31,8% dos focos de calor e 43,3% na área queimada.

Mesmo com as quedas identificadas, a área queimada nos primeiros seis meses de 2025 (726 mil hectares) equivale a pouco mais do que a área total do Distrito Federal, ou ainda aproximadamente 1 milhão de campos de futebol. Esses dados reforçam a necessidade da continuidade do combate aos incêndios florestais, mesmo em um cenário mais positivo do que em anos anteriores.

De acordo com Ane Alencar, Diretora de Ciência do IPAM e Coordenadora da frente de dados do MapBiomas sobre fogo, mesmo com a redução recente do desmatamento, a área queimada tem aumentado, revelando um descolamento entre as duas curvas historicamente alinhadas. Essa tendência está relacionada tanto ao acúmulo de material combustível nas paisagens alteradas quanto à intensificação de eventos climáticos extremos.

“Na Amazônia, a ignição majoritariamente vem do uso humano do fogo, especialmente ligado ao manejo da terra. O problema é que, uma vez iniciado, o fogo se espalha com facilidade, ainda mais em paisagens degradadas. Por isso, conter a propagação é tão urgente: cada incêndio amplia o risco de reincidência, reduz a capacidade de regeneração da floresta e intensifica os efeitos das mudanças climáticas”.

Ane Alencar

Como consequência direta de incêndios em áreas degradadas, o Inpe identificou um aumento de 4% no desmatamento na Amazônia, em comparação com o mesmo período de 2024. 

“(Está havendo) aumento dos incêndios em função das mudanças climáticas e isso está incidindo em desmatamento. Dentro da margem, podemos falar que o desmatamento na Amazônia está estabilizado, mas nosso compromisso é de desmatamento zero até 2030”.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas

Continue lendo

Assine Nossa Newsletter

Fique por dentro dos muitos assuntos relacionados às mudanças climáticas

Em foco

Aprenda mais sobre

Justiça climática

Nesta sessão, você saberá mais sobre racismo ambiental, justiça climática e as correlações entre gênero e clima. Compreenderá também como esses temas são transversais a tudo o que é relacionado às mudanças climáticas.
2 Aulas — 1h Total
Iniciar