
O anúncio de liberação das reservas estratégicas da Agência Internacional de Energia (IEA) não conseguiu acalmar os preços do petróleo. O barril do Brent, referência do mercado mundial, fechou a sessão de 5ª feira (12/3) acima de US$ 100, algo que não acontecia desde agosto de 2022. Na segunda-feira o Brent chegou a ser cotado a US$ 119, mas fechou o dia a US$ 98.
O preço do barril do Brent saltou 9,22% ontem, fechando a sessão em US$ 100,46. Já o barril do WTI, referência do mercado estadunidense, avançou 9,72%, fechando o dia cotado a US$ 95,73, informam UOL e CartaCapital. Foi, portanto, mais um dia de derrubada de bolsas de valores e de aumento do dólar mundo afora.
O desespero que acomete vários países, contudo, parece passar longe de um dos causadores do conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que, por ser o maior produtor de petróleo do mundo, seu país ganha muito dinheiro quando os preços do petróleo sobem, segundo Valor, CBN e Brasil 247. Quem ganha? Petrolíferas e produtores, não a população.
Trump cometeu um sincericídio que beira a estupidez. Afinal, a escalada do petróleo está fazendo os valores de gasolina e diesel dispararem para os eleitores estadunidenses – que em novembro voltarão às urnas para eleger deputados e senadores e poderão tirar a maioria do parlamento das mãos do Partido Republicano de Trump.
Já no Irã, em seu primeiro discurso, o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, não recuou de sua posição sobre a guerra. Ele afirmou que, apesar de acreditar na amizade com os países do Golfo Pérsico, as Forças Armadas iranianas “inevitavelmente” continuarão a atacar as bases estadunidenses nessas nações.
Segundo Reuters e Valor, o petróleo bruto do Irã continua fluindo pelo Estreito de Ormuz – fechado pelo país – em um ritmo quase normal. O tráfego ocorreu mesmo enquanto ataques de Teerã contra navios na região devastavam as exportações de outros países do Golfo.
O Irã exportou cerca de 13,7 milhões de barris de petróleo bruto desde o início da guerra contra o país, em 28 de fevereiro, segundo análise da empresa Tanker Trackers. A companhia de inteligência marítima é especializada em monitorar a chamada “frota fantasma”, uma rede de embarcações usada para transportar petróleo e gás de países sujeitos a sanções ocidentais.



