A Wires Climate Change publicou uma edição em torno da pergunta: “Será tarde demais para…?” Logo na apresentação, os editores explicam que “dado o crescente senso de urgência – e um tanto de desespero – para conter a mudança climática, nove autores foram convidados a desenvolver sua própria resposta a esta pergunta, ou então desafiar seu enquadramento.
Bain e Bongiorno, do Reino Unido, respondem que não é tarde demais para fazer a coisa certa, examinando as motivações morais para a ação climática.
Dubash, da Índia, revisita a ambição climática e analisa se vale priorizar a ação imediata ao invés de uma intenção no futuro.
Farbotko, da Austrália, se pergunta se já não é tarde demais para prevenir perigos sistêmicos para os pobres do mundo.
Garrard, do Canadá, analisa a temporalidade da crise climática que ele resume como: “Nunca é cedo demais, sempre é tarde demais”.
Hayward, Tupuana’I e Tualamali’I, da Nova Zelândia, e Salili, de Fiji, dizem que ‘ainda não é tarde demais’ e falam das lições dos pequenos Estados das Ilhas do Pacífico em um mundo se aquecendo.
Jewell e Cherp, da Suécia, analisam a viabilidade política dos caminhos de estabilização climática.
La Rovere, do Brasil, fala da contribuição potencial por parte dos países emergentes para conter as mudanças climáticas perigosas dando o exemplo brasileiro.
Moser, dos EUA, examina o trabalho a ser feito após “ser tarde demais”.
Whyte, também dos EUA, diz que é tarde demais para uma justiça climática para os Povos Indígenas e analisa os pontos de virada (tipping points) ecológicos e relacionais.
ClimaInfo, 29 de outubro de 2019.
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