Depois de incêndios históricos, Turquia sofre com fortes tempestades e enchentes

12 de agosto de 2021

A Turquia vive dias de extremos climáticos. Após sofrer com os piores incêndios florestais da história, o país registrou fortes tempestades nesta 4ª feira (11/8) que causaram inundações em diversas localidades na costa norte turca, ao longo do Mar Negro. As enchentes causaram a morte de ao menos uma pessoa, com outra desaparecida. Pontes e construções foram levadas pela água e pela lama nas províncias de Bartin e Sinop. A Reuters deu mais informações.

Na vizinha Grécia, a situação segue preocupante nos arredores de Atenas, na península do Peloponeso e na ilha de Eubeia. Na última semana, mais de 500 focos de incêndio foram registrados no país, forçando a evacuação de dezenas de aldeias e milhares de pessoas. O NY Times abordou o caso de Eubeia, “o novo epicentro do verão calamitoso europeu”.

Ainda no Mediterrâneo, o sul da Itália também sofre com calor excessivo e incêndios florestais. Em Siracusa, na Sicília, os termômetros chegaram a 48,8°C, confirmando-se como a maior temperatura já registrada no continente europeu. Na Calábria, o desabamento de uma casa em chamas causou a morte de uma pessoa. O forte calor é decorrente de um anticiclone, sugestivamente apelidado de “Lúcifer”, que atingiu a região nesta 4ª feira. Na região central da Itália, em Roma, os termômetros chegaram aos 40°C. AFP, Corriere Della Sera e Reuters repercutiram essa notícia.

Na Argélia, o número de mortos pelos incêndios aumentou para 65, incluindo 28 soldados e bombeiros, de acordo com a mídia local. A área mais afetada pelo fogo é a região montanhosa de Cabília, no norte do país. Ao menos 70 focos de incêndio estavam ativos até ontem. BBC e Reuters deram mais detalhes.

Em tempo: A fumaça dos incêndios florestais que acontecem na Sibéria chegou ao Polo Norte. A Rússia contabiliza mais de 190 focos de fogo nessa região, o que provocou a evacuação de milhares de pessoas e o fechamento de aeroportos e estradas. Segundo a NASA, a nuvem de fumaça dos incêndios na região de Yakutia, ao norte, “percorreu mais de 3 mil km, chegando até o Polo Norte, o que parece ser o primeiro caso na história documentada”. A notícia é do Estadão.

 

ClimaInfo, 12 de agosto de 2021.

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