
O governo federal anunciou nesta 4ª feira (16) um acordo com redes hoteleiras de Belém (PA) para evitar a cobrança de preços abusivos durante a COP30. O compromisso, que será formalizado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), tem como objetivo estabelecer regras claras e garantir transparência nos valores das diárias durante o evento climático da ONU. A iniciativa ocorre após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abrir investigação preliminar sobre a disparada nos preços de hospedagem na cidade, que receberá milhares de participantes internacionais.
Como parte dos preparativos, a organização da COP30 destinou R$ 300 milhões para modernizar e ampliar a rede hoteleira local e planeja utilizar dois navios de cruzeiro como hotéis flutuantes no Porto de Outeiro. Essas medidas atendem às recomendações feitas por uma missão da ONU que visitou Belém em janeiro e alertou para os desafios de hospedagem durante o evento.
Embora o governo tenha firmado o compromisso com o setor hoteleiro, não foram divulgados detalhes sobre as consequências para estabelecimentos que eventualmente descumprirem os termos do acordo. A preocupação central, segundo a organização do evento, é assegurar que todos os participantes – incluindo países com menos recursos – possam comparecer à conferência sem enfrentar barreiras financeiras, contribuindo assim para o sucesso das negociações climáticas.
A tensão em relação à capacidade hoteleira de Belém chegou ao governador do Pará, Helder Barbalho, ressaltou Bela Megale em O Globo. Autoridades federais criticaram a postura do governador, que defende os benefícios econômicos para a cidade enquanto diárias chegam a R$ 2 milhões para os 15 dias de conferência, preocupando delegações estrangeiras.
UOL, Folha, g1, Veja e Carta Capital, dentre outros, repercutiam a proposta de TAC para regulação dos preços dos hotéis em Belém durante a COP30.



