Marina pede combate às mudanças climáticas na pauta das eleições

Em evento, o MMA também detalhou ações de prevenção e controle de incêndios florestais no país em 2026.
4 de março de 2026
Marina Silva aumento pena grupos criminosos incêndios
Divulgação/Felipe Werneck/MMA

Ao apresentar em evento os resultados das ações de combate a incêndios em 2025 e a projeção para 2026, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, pediu que o combate à crise do clima seja pauta das eleições, informa a Folha.

“Espero que, independentemente do recorte ideológico, a questão da emergência climática, da proteção das florestas, da biodiversidade, dos Povos e Comunidades Tradicionais, de fazer com que o Brasil continue sendo um país que preserva suas imensas riquezas naturais, como a principal base de seu desenvolvimento, esteja presente no debate nacional”, afirmou.

Para a ministra, o debate deve se tornar pauta nacional sem que para isso seja necessário que aconteça uma nova crise de fogo ou de enchentes, como ocorridas recentemente em Minas Gerais.

No evento desta 4ª feira (4/3), o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) publicou portaria declarando emergência ambiental por região e anunciou a formação de uma equipe de mais de 4,6 mil brigadistas, além de infraestrutura operacional capaz de alcançar todo o país, informa a Agência Brasil.

O IBAMA e o ICMBio já iniciaram as ações de prevenção a incêndios, e a projeção é de que o primeiro semestre de 2026 tenha a situação sob controle. Já o segundo semestre tem panorama climático ainda incerto, com a chegada do El Niño, fenômeno que reduz as chuvas e intensifica a seca.

Segundo o MMA, a área queimada no território nacional em 2025 foi 39% menor do que a média dos oito anos anteriores (2017 a 2024). No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; no Pampa, de 45%; e no Cerrado, de 7%. A Caatinga foi o único bioma com aumento na área queimada, de 3%. Os dados são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ).

Desde os incêndios de 2024, o número de profissionais dedicados ao combate ao fogo cresceu 25%, chegando a 4.608. Foram mais de R$ 550 milhões destinados a corpos de bombeiros via Fundo Amazônia.

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