
Um estudo publicado na revista Science Advances aponta que as temporadas de incêndios florestais estão começando a se sobrepor em todo o planeta – o que impacta diretamente a capacidade de ação de agências de combate a incêndios. Com janelas de oportunidades menores, países reduzem o compartilhamento de recursos, como equipes terrestres e aviões-tanque, explica o New York Times.
Em janeiro de 2025, por exemplo, o Canadá e o México enviaram bombeiros e outros recursos para auxiliar a região devastada pelo fogo em Los Angeles, no vizinho Estados Unidos. Em 2023, países como África do Sul enviaram ajuda à Espanha e Portugal.
“O compartilhamento de recursos pode ser bastante benéfico”, afirma John Abatzoglou, cientista climático da Universidade da Califórnia e um dos autores do novo estudo. “Se você não consegue lidar com um aumento repentino de incêndios em um país, isso proporciona alguma flexibilidade, uma espécie de garantia”, completa.
O contínuo aumento das temperaturas provocado pelas mudanças climáticas tem contribuído para que incêndios florestais ocorram com mais frequência e durem mais tempo, quebrando padrões historicamente definidos. Para os pesquisadores, o avanço das temporadas de fogo transforma esses incêndios em um risco climático global, com impactos que ultrapassam fronteiras, conta o Um Só Planeta.
Em tempo: No Brasil, uma portaria do Ministério do Meio Ambiente oficializou, na 6ª feira (26/2), o cronograma de estado de emergência ambiental para o combate a incêndios florestais em 2026. Segundo CBN e Gigante 163, a medida permite que órgãos estaduais e federais planejem, mobilizem recursos e equipes antes que os picos de seca se instalem. A preocupação principal é com o El Niño, que pode ocorrer no 2º semestre. O fenômeno eleva temperaturas e aumenta a irregularidade das chuvas no país, criando um ambiente propício para a propagação de incêndios, especialmente no Pantanal, no Cerrado e na Mata Atlântica, ressaltam ac24horas e Folha BV.



