Lançado na COP30, TFFF só deve liberar recursos para países em 2028

Fundo ainda deve angariar US$ 3,3 bilhões de investimentos públicos para receber aporte de US$ 3 bilhões prometido pela Noruega.
23 de março de 2026
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MGambaRios / via Bat Conservation International

Uma das principais apostas do Brasil na COP30, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) só deve liberar recursos aos países com florestas tropicais em 2028, avaliam especialistas. Segundo o ministro do Clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, o TFFF requer escala, por isso levará algum tempo.

Andrew Deutz, diretor-geral de Políticas Globais e Parcerias do WWF, uma das organizações envolvidas na concepção do fundo, explicou ao Climate Home que poderá levar de dois a três anos para angariar os US$ 125 bilhões (R$ 664,2 bilhões) necessários para efetuar pagamentos significativos. Contudo, ele não considera o atraso ruim, pois dá tempo a comunidades desenvolverem capacidades e estruturas legais para lidar com o novo fluxo de recursos.

Como Um Só Planeta lembra, o TFFF é focado na proteção das florestas tropicais e busca captar capital público e privado para investir nos mercados financeiros. Em seguida, o objetivo é usar parte dos retornos para recompensar as nações que cuidam das suas áreas verdes.

Uma das metas do Brasil em 2026 é angariar US$ 3,3 bilhões (R$ 17,32 bilhões) de investimentos públicos para receber o aporte de US$ 3 bilhões (R$ 15,9 bilhões) prometido pela Noruega. Atualmente, o TFFF detém US$ US$ 6,7 bilhões (R$ 35,5 bilhões). O país europeu somente fará o aporte após o montante chegar a US$ 10 bilhões (R$ 53,1 bilhões).

O líder do fundo no Ministério da Fazenda, João Paulo de Resende, citou a busca de recursos em viagem recente à Ásia Oriental, onde conversou com autoridades do Japão, da Coreia do Sul e da China. Além disso, espera-se contribuições de França e Alemanha – o Reino Unido é também uma opção mais incerta. Bancos multilaterais, como o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII), também consideraram contribuir.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o cargo na 6ª feira (20/3), elencou a implementação do TFFF como uma das prioridades da sua gestão, informa o Valor. A emissão no exterior dos títulos sustentáveis brasileiros e o programa EcoInvest também devem ganhar impulso.

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