
No Cerrado, desmate caiu pelo 2º ano consecutivo; nos dois biomas, a redução sobre o período anterior foi de 11%, mostra o INPE.
A taxa de desmatamento na Amazônia Legal atingiu o 3º menor patamar da série histórica iniciada em 1988, totalizando 5.796 km² de agosto de 2024 a julho deste ano. É uma redução de 11% sobre o ciclo anterior e o menor número em 11 anos, além de manter a sequência de quatro ciclos seguidos de queda. O desmate também caiu no Cerrado no mesmo período para 7.235 km², 11,5% menor que no ciclo anterior (2023-2024).
Os dados são do Sistema PRODES, do INPE, e foram divulgados ontem (30/10). No acumulado do atual governo Lula, iniciado em 2023, houve uma queda na devastação de 50% na Amazônia e de 35% no Cerrado, destaca a Folha. “Nem nos melhores planos eu imaginaria que chegaríamos nesse momento com redução de 50% na Amazônia em comparação com 2022”, comemorou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Na região amazônica, o estado que mais contribuiu para o índice de desmatamento foi o Pará, apesar de ter registrado uma redução de 12% da área desmatada entre agosto de 2024 e julho deste ano, destaca o Valor. O único estado da Amazônia que teve aumento no desmate foi o Mato Grosso, polo do agronegócio, com alta de 26%, destaca o g1.
Comparando o triênio 2023-2025 com o triênio anterior (2020-2022), o IBAMA ampliou a aplicação de autos de infração na Amazônia relacionados à flora em 81%; de multas, em 63%; e de embargos, em 51%, com crescimento de 49% da área embargada. O que explica a queda contínua do desmatamento na região.
Apesar de positivos, os dados sobre a Amazônia vêm com um alerta. Os pesquisadores identificaram um aumento expressivo da degradação florestal, informa o g1. A taxa chegou a 38% entre agosto de 2024 e julho passado, ante 27% no ciclo anterior. Os incêndios florestais do ano passado explicam este aumento.
Já no Cerrado, que vinha sofrendo desmatamento galopante, o governo conseguiu reduzir a taxa de desmatamento pelo 2º ano consecutivo, destaca Já no Cerrado, que vinha sofrendo desmatamento galopante, o governo conseguiu reduzir a taxa de desmatamento pelo 2º ano consecutivo, destaca ((o))eco. Dentre as ações do governo para combater a devastação do bioma estão 2.3 mil ações fiscalizatórias, 834 autos de infração, R$ 607 bilhões em multas, 467 embargos e 20 ações civis públicas propostas.
De acordo com o PRODES/INPE, quase 78% de toda a devastação registrada no bioma aconteceu na região do MATOPIBA, que abrange partes dos estados do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, onde ocorreu forte expansão agrícola a partir da segunda metade dos anos 1980, especialmente no cultivo de grãos.
O Maranhão foi o estado com maior desmate no Cerrado, com 28% do total (2 mil km²), seguido pelo Tocantins, com 21% (1.489 km²), Piauí, com 19% (1.350 km²) e Bahia, com 11% (790 km²). Os demais estados do bioma somaram 22% do total (1,6 mil km²).
“A queda [no Cerrado] é uma queda que agora se constitui em tendência, porque eu me lembro, quando a gente falava ‘o desmatamento caiu na Amazônia’ e a pergunta que vinha em seguida era ‘e o Cerrado?’ A sociedade e a imprensa estão corretas porque quando a gente tem um ganho, temos que ir para o próximo desafio. E nosso desafio é zerar o desmatamento em 2030”, disse Marina Silva.
A queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado foi amplamente coberta pela imprensa nacional e internacional, com matérias na Agência Pública, Estadão, Correio Braziliense, UOL, Carta Capital, Metrópoles, GZH, Terra, O Globo, g1, InfoMoney, R7, Jornal de Brasília, Washington Post, Bloomberg e Reuters.



