Calor extremo impacta tenistas, público e equipamentos em Roland Garros

Onda de calor coloca atletas sob pressão em um dos torneios mais tradicionais de tênis do mundo.
1 de junho de 2026
calor extremo
Bicanski/ Pixnio
Resumo
  • Calor extremo transforma Roland Garros em teste de resistência: Temperaturas de até 35°C em Paris afetaram atletas e público, levando jogadores a recorrerem a gelo, hidratação intensiva e atendimento médico durante um dos principais torneios do tênis mundial.
  • Crise climática já interfere no desempenho esportivo: Casos de exaustão, dificuldades físicas e até resultados inesperados expuseram como o calor extremo pode alterar a competitividade das partidas e aumentar riscos à saúde dos atletas.
  • Impactos vão além das quadras e preocupam indústria do esporte: Eventos climáticos extremos ameaçam grandes competições globais, como a Copa do Mundo de Futebol, afetando desde condições de jogo até receitas ligadas a turismo, patrocínio e infraestrutura esportiva.
  • Enquanto a França registrava temperatura média de 32°C – os termômetros chegaram a 35°C em Paris -, aconteciam partidas decisivas em Roland Garros, um dos mais tradicionais torneios de tênis do mundo. Os efeitos do calor incomum para esta época do ano foram visíveis: a cada pausa, jogadores buscavam bolsas de gelo, ventiladores portáteis, bebidas de reposição de eletrólitos e uma sombra, relaxa a Exame. Nas arquibancadas, torcedores repetiam os gestos, também buscando alívio.

    Para a indústria do esporte, o que está acontecendo em Roland Garros é um alerta direto sobre as mudanças climáticas, destaca o New York Times. Grandes torneios esportivos tendem a movimentar enormes bilheterias, turismo, alimentação, patrocínio e outros setores da economia. No entanto, a crise do clima põe tudo isso em risco. A Copa do Mundo da Fifa, que começa na próxima semana, será mais uma prova disso.

    No torneio de tênis, o norueguês Casper Ruud, número 16 do ranking mundial, precisou de atendimento médico e disse ter uma sensação parecida à de uma insolação. O tcheco Jakub Menšík classificou como “insano” jogar por mais de quatro horas com os termômetros nas alturas e precisou de assistência para se retirar da quadra após uma partida. Já a russa Anna Kalinskaya revelou ao Tennis Channel que começou a sentir dificuldades físicas logo no início da partida e precisou de um atendimento médico durante o segundo set.

    Talvez o que mais tenha impressionado os apaixonados pelo esporte foi a derrota do italiano Jannik Sinner, o número 1 do mundo. O atleta apresentou dificuldades físicas durante o jogo, tendo dificuldade de se mover do ponto onde estava rebatendo em alguns momentos, relata a CNN Brasil.

    As altas temperaturas também alteram o comportamento das bolas, que tendem a quicar mais alto e produzir mais efeito “topspin“, que favorece atletas com devoluções potentes e saques fortes. Elas também podem interferir na qualidade das cordas das raquetes. Ou seja, para uma competição definida às vezes por pequenos detalhes, o clima extremo pode interferir no equilíbrio de uma partida.

    Tennis Temple, Sports Illustrated e Guardian também repercutiram os desafios extras em Roland Garros criados pela onda de calor.

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