Ministério Público Federal recorre de decisão que negou afastamento de Ricardo Salles 

Salles

Na última 4ª feira (28/10), o Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão da Justiça Federal que negou um pedido de afastamento de Ricardo Salles do cargo de ministro do meio ambiente. O pedido tinha sido feito em julho pelo MPF, no âmbito de uma ação por suspeita de improbidade administrativa contra Salles. Na ação, os procuradores acusam o atual ministro de promover um processo de “desmonte” das estruturas de fiscalização e proteção ambiental no Brasil e argumentam que a permanência dele no cargo pode causar ainda mais danos para o meio ambiente do país, além de obstruir o andamento do processo de improbidade movido contra ele. No recurso, os promotores citam como exemplo dos danos causados por Salles a decisão do CONAMA sobre a suspensão de regras de proteção ambiental de áreas de manguezais e restingas.

Deutsche Welle, O Globo e Valor destacaram a resposta do MPF à decisão da Justiça Federal.

Em tempo: O espírito “5ª série” parece estar mais vivo do que nunca em Ricardo Salles. A polêmica da vez foi uma postagem publicada na conta do Twitter do ministro na noite de 4ª feira (28/10) em resposta a uma crítica feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. No post, Salles chamou o deputado de “Nhonho” – talvez em alusão a um personagem da famosa série de TV mexicana “Chaves”.  Na manhã de ontem, entretanto, Salles afirmou que ele não era o responsável pela postagem e afirmou que sua conta teria sido invadida. Em seguida, o Twitter suspendeu a conta de Salles como medida preventiva de segurança. No entanto, o estrago foi feito: segundo a coluna Painel, da Folha, nem mesmo colegas do governo acreditam na versão apresentada por Salles. A baixaria foi amplamente repercutida na imprensa, com manchetes em Estadão, Folha, O Globo, UOL e Valor.

 

ClimaInfo, 30 de outubro 2020.

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