A Justiça Climática precisa entrar na ordem do dia, demanda IPCC

Justiça Climática

Os impactos dos eventos extremos são maiores sobre as mulheres e afetam desproporcionalmente as populações em pobreza e extrema pobreza, as crianças e idosos, as pessoas com deficiência e as populações indígenas, que já têm sofrido impactos climáticos como escassez de água, redução da produção agrícola e deslocamentos.

Segundo o g1, no caso das Américas Central e do Sul, o IPCC lista uma série de questões que amplificam a emergência climática na região: desigualdade; pobreza; crescimento e alta densidade populacional; mudanças no uso da terra, particularmente o desmatamento com a consequente perda de biodiversidade; degradação do solo e alta dependência das economias locais dos recursos naturais para a produção de commodities.

Stela Herschmann, especialista em Política Climática do Observatório do Clima, resume bem a questão: “A grande mensagem do Grupo 2 do IPCC neste relatório é que a mudança climática é um brutal agravador de desigualdades e um perpetuador da pobreza. A Justiça Climática precisa entrar na ordem do dia, e esse relatório é a demonstração mais cabal já feita de que já estamos vivendo um contexto de injustiça climática, onde os impactos adversos de eventos climáticos extremos variam por diferenças na exposição e vulnerabilidade, com regiões como a África e a América Latina sendo desproporcionalmente afetadas.”

O Greenpeace também abordou este ponto. E o Instituto Clima e Sociedade lembrou que as crianças de hoje que estiverem vivas em 2100 podem vivenciar quatro vezes mais extremos climáticos do que atualmente graças a apenas alguns décimos a mais de aquecimento.

 

ClimaInfo, 3 de março de 2022.

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