Oceanos mais quentes intensificam risco de “super El Niño”

Climatologistas temem que a Humanidade esteja caminhando para novas ondas de calor extremas.
12 de abril de 2026
super el niño
Cristian Palmer /Unsplash

Em março, a temperatura média dos oceanos atingiu níveis próximos do recorde, indicando o possível retorno do El Niño combinado com as mudanças climáticas, anunciou novo boletim do Observatório Europeu Copernicus.

Sem contar com as regiões polares, a temperatura média da superfície dos oceanos no mês foi 20,97°C, um décimo de grau abaixo do recorde para o mesmo mês em 2024. A temperatura da Terra esteve 1,48°C acima dos valores estimados para o período pré-industrial em março. Segundo o Copernicus, o número deve continuar a subir em abril.

O El Niño é um fenômeno cíclico que aquece parte do Pacífico, gerando um efeito dominó no clima mundial. O aquecimento dos oceanos eleva o nível do mar, fortalece ondas de calor marinhas que matam corais e agravam fenômenos como chuvas intensas, ciclones e períodos de secas, explica a Folha.

O boletim também confirmou a menor extensão de gelo marinho no Ártico já registrada para março, conta o Um Só Planeta. Na Antártica, a extensão mensal do gelo marinho foi 10% inferior à média para o mês.

Após os três anos mais quentes já registrados, o retorno do El Niño no segundo semestre do ano faz com que os climatologistas temam que a Humanidade volte a sofrer novas ondas de calor extremo, informa o Estadão.

O último El Niño, ocorrido entre 2023 a 2024, teve intensidade tão grande que foi chamado de “Super El Niño”. O evento fez com que os dois anos figurassem como os mais quentes já registrados. Cientistas temem que até o final de 2026, o evento se torne um Super El Niño – a probabilidade por ora é de 25%.

Deutsche Welle, Euronews e Time também noticiaram o novo boletim do Copernicus.

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