Brasil assume presidência trienal da COP15 das espécies migratórias

País aposta na ampliação da articulação regional, sobretudo em biomas compartilhados, como o Pantanal.
18 de março de 2026
cop15 espécies migratórias
Ricardo Stuckert/PR

O Brasil assumiu oficialmente a presidência trienal da COP15 das espécies migratórias, que acontece em Campo Grande (MS) de 23 a 29 de março. O encontro discutirá estratégias para proteger espécies migratórias, preservar habitats e rotas usadas por esses animais ao redor do planeta.

A expectativa é que cerca de 3 mil representantes de mais de 130 países participem da conferência, entre autoridades, cientistas, organizações internacionais e representantes da sociedade civil. Os presidentes Lula e Santiago Peña (Paraguai) estão confirmados, além do ministro das Relações Exteriores do Peru, Elmer Salcedo, informam Campo Grande News e Correio do Estado.

Ao anunciar a programação para a conferência na 4ª feira (18/3), o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil pretende usar sua posição na conferência para buscar novas adesões à Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU; ampliar contribuições para fortalecer o tratado; e aumentar a produção de conhecimento sobre espécies migratórias no Brasil, destaca o RCN 67.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 visa chamar a atenção para a importância do Pantanal, bioma compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai. Capobianco ressaltou o desenvolvimento de ações conjuntas, tendo como uma das prioridades a cooperação contra incêndios transfronteiriços.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância da cooperação entre os territórios, destaca a Agência Brasil. “As espécies não têm uma governança territorializada. É uma governança em fluxo e, portanto, se não tiver cooperação fica muito difícil que a gente cuide não só da espécie quanto dos seus habitats”, afirmou.

Também devem ser anunciados editais de pesquisa que vão permitir ao Brasil atualizar o conhecimento sobre o número de espécies migratórias ameaçadas; suas rotas pelo território nacional; e áreas consideradas essenciais para essas espécies, destaca o Um Só Planeta.

Atualmente, cerca de 1.189 espécies migratórias são protegidas pela convenção da ONU, incluindo mamíferos, aves, répteis e peixes. Além da importância ecológica, os animais também têm impacto direto na vida humana, como na polinização de plantas e dispersão de sementes, lembra o g1.

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