
O Dia Nacional da Mata Atlântica é comemorado em 27 de maio, e há motivos para celebrá-lo neste ano. Em 2025, o desmatamento no bioma atingiu o menor nível registrado em toda a série histórica. Entre 2024 e o ano passado, o desmate de florestas maduras caiu 40%, passando de 14.366 hectares para 8.658 hectares. Apesar disso, a conservação das áreas do bioma em regeneração natural ainda enfrenta gargalos.
A Mata Atlântica possui apenas 24% da sua cobertura vegetal original e apenas pouco mais da metade corresponde a florestas maduras. Anualmente, o bioma ganha 155 mil hectares de florestas jovens, segundo o MapBiomas. Entre 2011 e 2021, mais de 2 milhões de hectares foram regenerados. No entanto, 30% desse acréscimo foi perdido no mesmo período, destaca a CNN Brasil.
A devastação do bioma concentrou-se em cinco estados: Minas Gerais (3.092 hectares), Bahia (2.889 hectares), Mato Grosso do Sul (841 hectares), Piauí (659 hectares) e Paraná (411 hectares). Equivale a 91% de toda a vegetação perdida no ano passado, informa a Rádio Itatiaia.
Ecossistemas associados à Mata Atlântica, como as restingas, também sofrem pressão. A supressão de restinga em 2025 permaneceu no mesmo patamar de 2024: 457 hectares. O Ceará concentrou a maior parte das ocorrências, seguido de Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia.
Apesar das perdas, a Mata Atlântica está se tornando uma “vitrine” de uma nova agenda econômica: a restauração produtiva. Antes vista apenas como uma ação ambiental, a recuperação da vegetação nativa vem se tornando uma alternativa estratégica para explorar atividades sustentáveis, com geração de renda e novas oportunidades para produtores rurais e comunidades, destaca a Globo Rural.
Vale destacar também o lançamento da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiães da Mata Atlântica. É uma articulação inédita que reúne Povos Indígenas, Quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, marisqueiras e comunidades tradicionais em defesa do bioma, segundo a Agência Brasil.



