
Um novo relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) alertou para como a poluição pode desencadear ou piorar transtornos mentais com a exposição a longo prazo. A poluição do ar, sonora e química figura entre os principais fatores associados ao agravamento de ansiedade, depressão e outras doenças.
Estudos mostram que a poluição do ar na forma de partículas finas (PM2,5) e por dióxido de nitrogênio (NO2), por exemplo, está associada à depressão e a sintomas depressivos. A exposição ao ar poluído no útero materno, durante a infância e no início da adolescência é associada a alterações estruturais e funcionais do cérebro, informam Euro News e Folha de Pernambuco. E a exposição ao chumbo, a disruptores endócrinos e outras substâncias químicas também eleva o risco de transtornos mentais, informa o documento.
A EEA destaca ainda que a poluição sonora, produzida pelo tráfego aéreo e rodoviário, pode estar relacionada a um risco maior de depressão e ansiedade. O risco é ainda maior entre pessoas mais vulneráveis, informa o Globo.
A agência apela por “medidas urgentes e drásticas”, alertando que mesmo reduções modestas podem produzir melhorias significativas nos resultados de saúde mental. Atualmente, uma em cada seis pessoas na Europa vive com um problema de saúde mental, e uma em três afetadas não recebe tratamento adequado, aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Veja, The Hindu e Público também noticiaram o relatório sobre poluição e saúde mental do EEA.



