COP30

O que é a COP30? 

A COP30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), um encontro global anual onde líderes mundiais,  cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima. Em 2025, o evento aconteceu em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025. 

Os países signatários do Acordo de Paris fizeram um balanço global de seus esforços na COP28 e finalizaram o livro de regras do Acordo na COP29; também na COP29 chegaram a um (fraco) acordo sobre como financiar a mitigação e a adaptação à crise climática dos países pobres e mais vulneráveis. 

A COP30 chegou com o desafio de acelerar a implementação das promessas feitas e melhorar o acordo sobre financiamento climático.

A reunião traz elementos que a diferenciam das últimas edições, como por exemplo: está sendo realizada em um país democrático, no qual manifestações da sociedade civil não serão coibidas como em Baku (Azerbaijão) e Dubai (Emirados Árabes Unidos). 

É também a primeira vez em três anos que uma conferência do clima não acontecerá em um petroestado – um país que tem entre suas principais atividades econômicas a extração e produção de combustíveis fósseis.

Resultados da COP30 

Sob um cenário geopolítico desfavorável à governança global, o balanço da COP30 feito pelo governo e por especialistas é de que o ambiente internacional limitou o ritmo das negociações e a velocidade dos avanços. Contudo, não foi o suficiente para desestruturar a agenda climática, que resiste, ainda que sob constante ameaça.

  • Persiste um engajamento significativo e uma defesa firme do multilateralismo, sustentados sobretudo pelos delegados e pela sociedade civil.
  • Proposta do presidente Lula, ainda na Cúpula de Líderes anterior à conferência, de criar um mapa do caminho para a transição para além dos combustíveis fósseis foi uma boa surpresa.
  • Belém não conseguiu entregar o “roadmap” para acelerar a redução da dependência dos fósseis, mas tornou o assunto inevitável.
  • De modo geral, analistas que participaram da COP30 definem a conferência de Belém como inovadora na governança e falha na infraestrutura.
  • Entre os resultados fora do âmbito das negociações formais estão: a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), do Fórum Integrado sobre Comércio e Mudança do Clima, do Compromisso de Belém sobre Combustíveis Sustentáveis, e da Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono. 
  • Foram mais de 50 decisões tomadas de forma consensual na COP30 e avanços em temas como adaptação e transição justa, destaca carta da presidência da COP30 divulgou em 27 de janeiro de 2026.
  • O panorama internacional para os próximos meses e anos reforça a necessidade de uma “evolução” do multilateralismo climático para acelerar a implementação dos compromissos assumidos pelos países.

O que acontece depois da COP30? 

Um dos resultados da COP30 foi o Acelerador da Implementação Global, visto como um protótipo potencial para esse novo multilateralismo de dois níveis. Lançado em Belém, o Acelerador será liderado pelas Presidências da COP30 e da COP31 ao longo de 2026, com o objetivo de priorizar ações com melhor potencial de escala e velocidade na luta climática, incluindo para redução das emissões de metano e para remoção de carbono por soluções baseadas na natureza.  

No âmbito internacional, a Colômbia sediará a Primeira Conferência Internacional para a Eliminação dos Combustíveis Fósseis em Santa Marta, de 28 a 29 de abril de 2026. Anunciado na COP30, o evento visa criar um “mapa do caminho” para o fim do petróleo, carvão e gás, com apoio de mais de 30 países. 

Já no âmbito nacional, o governo está trabalhando para apresentar as diretrizes para a construção do mapa do caminho para reduzir a dependência de combustíveis fósseis no Brasil.

O mapa do caminho deve trazer na primeira versão diretrizes gerais e um diagnóstico do cenário brasileiro, ainda sem tecer metas, métricas e tampouco detalhar o papel de cada setor. Entre as oportunidades, estará em destaque o potencial do país na produção de energia solar e eólica e de biocombustíveis para carros, caminhões, aviões e navios.

O mapa do caminho deve focar nas oportunidades que o país tem para uma transição energética justa e também apontar riscos, como o desperdício de renováveis e o peso da receita do petróleo.

Saiba mais

Relacionados

Vídeos

Notícias

Carregar Mais