Chuvas Intensas

Chuvas intensas

As mudanças climáticas não afetam apenas as temperaturas, mas também desequilibram outros sistemas meteorológicos, como o ciclo da chuva – tanto para a falta, como nas secas, como para o excesso. É por isso que muitas vezes falamos que “não é chuva de verão” ou “não é um evento natural” e sim um “evento climático extremo”. 

O verão é uma estação com predomínio de pancadas de chuvas. Quando as chuvas se tornam mais intensas, elas geram tragédias materiais e de vidas humanas e não-humanas, como as registradas em São Sebastião (SP), em 2023, Petrópolis (RJ), em 2022, e Manaus (AM), em 2021. 

Chuvas no Rio Grande do Sul em 2024

A situação se torna ainda mais assustadora quando as tempestades acontecem em estações do ano que não costumam registrar chuvas intensas, como o que ocorreu por quase um mês inteiro no Rio Grande do Sul em maio de 2024. O governo gaúcho classificou a situação como “a maior catástrofe climática” da história do estado.

Estudos internacionais indicam que as mudanças climáticas induzida pelo homem podem ter tornado as chuvas intensas de abril e maio de 2024 duas vezes mais prováveis, assim como pode ter aumentado a intensidade das precipitações em 6% a 9%, além do fenômeno El Niño ter contribuído para o grande volume de chuvas no RS em 2024.

O ano de 2024 foi considerado o mais quente já registrado no planeta Terra, superando o recorde de 2023.

Consequências das chuvas intensas

O grande volume de chuva absorvido pelo solo durante o período chuvoso, ou em eventos de chuva intensa em pouco tempo, é um dos fatores que causam deslizamentos de terra. O peso da água conta e muito, lembra o Climatempo. Um litro de água significa um quilo de água.

 “Os extremos de precipitação e descarga fluvial têm causado inundações e escorregamentos de encostas no litoral, com impactos diretos à vida humana e infraestruturas”, destaca o relatório “Mudança do Clima no Brasil – Síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas”, feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a Rede Clima e apoio do WWF e do Instituto Alana. 

De acordo com a Unicef, apenas em 2022, os óbitos causados pelo excesso das chuvas representam mais de 25% do total de mortes dos últimos 10 anos. 

Além disso, as chuvas intensas podem causar: 

  • Riscos imediatos e futuros à saúde para as pessoas que vivem próximo à região do desastre. Entre os perigos estão as infecções, como leptospirose e dengue. 
  • Risco de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras, que se acumulam em entulhos e destroços.
  • Contaminação de água e alimentos.
  • Grave sofrimento mental para as pessoas, afetando de forma significativa a qualidade de vida. Em alguns casos a desordem verificada tende a persistir podendo evoluir para um quadro de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, gerando uma consequência danosa, incluindo o desenvolvimento de outras psicopatologias imediatas ou a longo prazo.
  • Deslocamentos e migrações involuntárias. O Brasil teve 295 mil pessoas deslocadas por conta de desastres climáticos em 2019.


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